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Administração
Plátanos de Colares Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 12 Junho 2010 15:07

    

A Quer­cus — ANCN e a Asso­ci­a­ção Árvo­res de Por­tu­gal, perante a imi­nên­cia de uma inter­ven­ção na ala­meda de plá­ta­nos situ­ada junto à Adega Regi­o­nal de Cola­res, no con­ce­lho de Sin­tra, vêm, atra­vés do pre­sente comu­ni­cado, cha­mar a aten­ção da popu­la­ção e das enti­da­des com­pe­ten­tes, para os seguin­tes pon­tos:
1) As asso­ci­a­ções em causa ape­lam a que a Estra­das de Por­tu­gal torne público o rela­tó­rio ela­bo­rado pelo Enge­nheiro Antó­nio Fabião, do Ins­ti­tuto Supe­rior de Agro­no­mia, para que sejam conhe­ci­dos, a pri­ori, quais os exem­pla­res que irão ser inter­ven­ci­o­na­dos e os moti­vos téc­ni­cos que jus­ti­fi­cam, caso a caso, essa mesma intervenção.

2) Como forma de tran­qui­li­zar todos os que se pre­o­cu­pam com as árvo­res em causa e com a segu­rança das pes­soas e bens que cir­cu­lam naquela via, alguns dos quais nos têm feito che­gar as suas inqui­e­ta­ções, seria útil que fosse escla­re­cido qual o tipo de for­ma­ção, na área da arbo­ri­cul­tura urbana, que pos­suem os fun­ci­o­ná­rios da empresa con­tra­tada para imple­men­tar a refe­rida intervenção.

Adi­ci­o­nal­mente, e não menos impor­tante, é a impe­ri­osa neces­si­dade da Estra­das de Por­tu­gal garan­tir que os tra­ba­lhos serão acom­pa­nha­dos pelo autor do citado estudo técnico.

3) As asso­ci­a­ções em causa rei­te­ram a sua con­fi­ança na ido­nei­dade do rela­tó­rio ela­bo­rado pelo Enge­nheiro Antó­nio Fabião, téc­nico que se tem nota­bi­li­zado, ao longo dos anos, pelas suas opi­niões con­tra as rola­gens e em favor de boas prá­ti­cas em arbo­ri­cul­tura urbana.

Pelo refe­rido no pará­grafo ante­rior, reforça-se o apelo a que os tra­ba­lhos se limi­tem ao estri­ta­mente neces­sá­rio para garan­tir a segu­rança de todos os uten­tes da via na qual se encon­tram os refe­ri­dos plá­ta­nos, bem como para pre­ser­var a saúde e monu­men­ta­li­dade deste con­junto arbóreo.

Dada a impor­tân­cia cul­tu­ral e pai­sa­gís­tica des­tas árvo­res, a Quer­cus — ANCN e a Asso­ci­a­ção Árvo­res de Por­tu­gal esta­rão par­ti­cu­lar­mente aten­tas ao evo­luir da ope­ra­ção, de modo a garan­tir que os tra­ba­lhos de manu­ten­ção não irão além do pre­co­ni­zado no men­ci­o­nado estudo téc­nico, cedendo a even­tu­ais pres­sões exte­ri­o­res. Desta forma, pretende-se evi­tar que possa ficar com­pro­me­tida, de forma irre­ver­sí­vel, a pos­si­bi­li­dade de esta impo­nente ala­meda vir a ser clas­si­fi­cada, pela Auto­ri­dade Flo­res­tal Naci­o­nal, como sendo de Inte­resse Público, tal como já foi reque­rido por alguns cidadãos.

Tendo em conta alguns casos recen­tes menos feli­zes, como o abate de plá­ta­nos em Azei­tão ou a rola­gem e o abate de árvo­res no con­ce­lho de Tran­coso, como ainda recen­te­mente denun­ci­ado pelas asso­ci­a­ções sig­na­tá­rias, esta­mos cer­tos que a Estra­das de Por­tu­gal e o seu Gabi­nete de Ambi­ente apro­vei­ta­rão este caso para repor a con­fi­ança dos cida­dãos, face à sua polí­tica de pre­ser­va­ção do patri­mó­nio arbó­reo sob sua responsabilidade.

Pela Direc­ção Naci­o­nal da Quer­cus — ANCN,
Ana Cris­tina Figueiredo

Pela Direc­ção da Asso­ci­a­ção Árvo­res de Por­tu­gal,
Pedro Nuno Tei­xeira Santos