fechar

Painel de Administração

Webmail, login, publicação, back-end.

Administração
Obras em Monserrate Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 18 Junho 2010 12:35
                      
Decorreu em Monserrate a apresentação do trabalho executado desde que, com o apoio do fundo norueguês EEGRANTS se começou a trabalhar no restauro daquele exemplar único na área do Património Mundial em Sintra.
E foi agradável o que já se pode observar: os jardins recuperados, redes de água e de prevenção de incêndios,a biblioteca cozinha e copa em estado bastante avançado de restauro,uma sala para conferências nos antigos aposentos de Cook, local onde decorreu aliás a apresentação pública.No total 1.100.000 euros em obras, dos quais 650.000 do EEGRANTS e 450.000 da Parques de Sintra.
Não está tudo feito, mas no entanto a obra é visível, dir-se-á que falta completar 2 ou 3 alas e decorar os interiores, visto que o recheio foi leiloado pelos viscondes nos anos 30, quando da venda ao Estado Português.A abrilhantar a cerimónia e visita que se seguiu, e onde marcaram presença as ministras do Ambiente e da Cultura e a embaixadora da Noruega, entre outras personalidades, tempo ainda para um momento musical com Francisco Sassetti ao piano e a voz de Natasa Sibalic,tendo sido utilizado um piano usado por Viana da Mota, e cedido por Emma Gilbert, incansável voz na defesa de Monserrate e que ontem terá tido um grato momento no assinalar desta etapa, ainda não final, mas estimulante.
 
     
 
      Prof.António Lamas na sua apresentação
 
     
 
      Concerto na Sala da Música
 
     
 
      Música de Viana da Mota e Grieg
 

Monserrate, construído no terceiro quartel do século XIX, por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate, constitui um dos mais interessantes espécimes sintrenses do Romantismo.Obra de espírito romântico-orientalista, com a sua grande torre circular, cúpulas bulbosas e valores exóticos na decoração o palácio aproxima-se designadamente do famoso pavilhão Brighton (1815-1823) de Nash e da arquitectura romântica inglesa.

Como afirma José Augusto França, Monserrate tem, porém, «um sentido cenográfico algo diferente, apoiado numa maior riqueza de pormenores arqueológicos», constituindo pelas suas raízes inspiradoras - que, por via inglesa, entroncam na arquitectura mogol - um caso ímpar do Romantismo em Portugal.

Sir James Knowles , o arquitecto de Monserrate, nasceu em Londres em 1831, e foi educado, com vista a seguir a profissão de seu pai, como  arquitecto da Universidade College e na Itália. Os seus gostos literários também o levaram a escrever em 1860 a história do Rei Artur . Em 1867 foi apresentado  a Tennyson, cuja casa, Aldworth, em Blackdown, ele projectou, o que levou a uma amizade duradoura.Knowles  tornou-se íntimo de  uma série  de personalidades de relevo na sua época,e em 1869, com a cooperação de  Tennyson, fundou a Sociedade Metafísica, cujo objectivo era tentar alguma aproximação intelectual entre religião e ciência, recebendo os principais representantes da fé para conhecer e trocar pontos de vista.

A última reunião da sociedade foi realizada em 16 de Maio de   1880. Em 1870   tornou-se editor da Revista Contemporânea, muito importante na Inglaterra daquele tempo. Morreu em Brighton em 1908.